Desperdícios
Estava considerando esses dias que há pelo menos três coisas que podem ser desperdiçadas: dinheiro, tempo e sentimento. Portanto, cuide bem dos três.
Desperdício:
do Lat. disperditio
s. m.,
acto ou efeito de desperdiçar;
esbanjamento;
dissipação;
[http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx]
Sensações, sorrisos, lágrimas, lembranças, momentos, detalhes, observações... palavras.
quinta-feira, março 08, 2007
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Falar x calar
Dizem que falar pouco é uma virtude. Concordo, em partes. Há ocasiões em que o silêncio é de grande valia; é melhor ficar quieto do que se precipitar e jogar palavras ao vento. Mas nunca falar também é um grande erro. Uma pessoa que fala pouco é um poço de mistérios, de difícil interpretação. Você não sabe se está agradando quando diz algo a ela, ou se deveria ficar calado na ocasião. Você não sabe se ela está bem ou não, porque ela simplesmente não diz. Ela te deixa sem saber como agir. Falar pouco, nessas horas, é um grande problema. A falta de diálogo pode criar situações irreversíveis. Ler pensamentos não faz parte dos dotes humanos.
Dizem que falar pouco é uma virtude. Concordo, em partes. Há ocasiões em que o silêncio é de grande valia; é melhor ficar quieto do que se precipitar e jogar palavras ao vento. Mas nunca falar também é um grande erro. Uma pessoa que fala pouco é um poço de mistérios, de difícil interpretação. Você não sabe se está agradando quando diz algo a ela, ou se deveria ficar calado na ocasião. Você não sabe se ela está bem ou não, porque ela simplesmente não diz. Ela te deixa sem saber como agir. Falar pouco, nessas horas, é um grande problema. A falta de diálogo pode criar situações irreversíveis. Ler pensamentos não faz parte dos dotes humanos.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Conversa com o espelho
Pare com suas churumelas, pare, pare! A vida passa tão rápido, não perca o alvo. Tudo é tão tumultuado e estranho, tudo é distração. O tempo passa, corre, voa. E esse mundo tá cada vez pior. Ficando insuportável. Não vai durar muito. Por isso, olhe pra cima. Olhe, olhe! O que realmente vale a pena? Lute pelo que é eterno. Lute para entrar, para não perder a festa. O sabor da vitória é maior pra quem lutou na linha de frente. Não perca essa chance. A chance é agora! Não terá outra, não. Fim de linha chegando. É tudo ou tudo!
Pare com suas churumelas, pare, pare! A vida passa tão rápido, não perca o alvo. Tudo é tão tumultuado e estranho, tudo é distração. O tempo passa, corre, voa. E esse mundo tá cada vez pior. Ficando insuportável. Não vai durar muito. Por isso, olhe pra cima. Olhe, olhe! O que realmente vale a pena? Lute pelo que é eterno. Lute para entrar, para não perder a festa. O sabor da vitória é maior pra quem lutou na linha de frente. Não perca essa chance. A chance é agora! Não terá outra, não. Fim de linha chegando. É tudo ou tudo!
quarta-feira, janeiro 17, 2007
...
Com o passar dos anos, adotamos uma postura filosófica em relação aos estragos que se haviam tornado menos freqüentes agora que estávamos longe das pancadas de chuva diárias da Flórida. Na vida de cão, era comum as paredes terem pintura arranhada, as almofadas se abrirem e tapetes rasgarem. Como qualquer relacionamento, este tinha seu preço. E acabamos aceitando este preço em troca da alegria, diversão, proteção e companheirismo que ele nos proporcionava. Poderíamos ter comprado um pequeno iate com o que nós gastamos com nosso cachorro e tudo que ele destruiu. Mas, me pergunto: quantos iates ficam esperando junto à porta o dia inteiro até você voltar? Quantos vivem esperando a chance de subir no seu colo ou descer a colina com você em um tobogã, lambendo o seu rosto?
("Marley e Eu" - John Grogan)
Com o passar dos anos, adotamos uma postura filosófica em relação aos estragos que se haviam tornado menos freqüentes agora que estávamos longe das pancadas de chuva diárias da Flórida. Na vida de cão, era comum as paredes terem pintura arranhada, as almofadas se abrirem e tapetes rasgarem. Como qualquer relacionamento, este tinha seu preço. E acabamos aceitando este preço em troca da alegria, diversão, proteção e companheirismo que ele nos proporcionava. Poderíamos ter comprado um pequeno iate com o que nós gastamos com nosso cachorro e tudo que ele destruiu. Mas, me pergunto: quantos iates ficam esperando junto à porta o dia inteiro até você voltar? Quantos vivem esperando a chance de subir no seu colo ou descer a colina com você em um tobogã, lambendo o seu rosto?
("Marley e Eu" - John Grogan)
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Sobre amizades e escolhas
De repente você se dá conta de que nenhuma amizade dura a vida toda. Ou, pelo menos, é muito raro acontecer. Estranho isso. A gente nunca sabe o que vem pela frente. Um dia aquele seu amigo inseparável muda-se para longe. No começo vocês trocam cartas, e-mails, torpedos, telefonemas... tudo para tentar compensar a ausência. Mas com o tempo, e com a falta dele, tudo vai escasseando e você simplesmente se acostuma, até não ter mais notícias da pessoa. Ou ela de você. Ou ambas. Nessa altura do campeonato, você já deve ter encontrado outra pessoa com quem tem afinidades e maior contato. Novos amigos chegando. Outros ficando para trás. E a vida é assim, mesmo que você não queira. Porque, quando se trata de amizade, mantê-la não é uma escolha unilateral. Quando um não quer, dois não são amigos.
De repente você se dá conta de que nenhuma amizade dura a vida toda. Ou, pelo menos, é muito raro acontecer. Estranho isso. A gente nunca sabe o que vem pela frente. Um dia aquele seu amigo inseparável muda-se para longe. No começo vocês trocam cartas, e-mails, torpedos, telefonemas... tudo para tentar compensar a ausência. Mas com o tempo, e com a falta dele, tudo vai escasseando e você simplesmente se acostuma, até não ter mais notícias da pessoa. Ou ela de você. Ou ambas. Nessa altura do campeonato, você já deve ter encontrado outra pessoa com quem tem afinidades e maior contato. Novos amigos chegando. Outros ficando para trás. E a vida é assim, mesmo que você não queira. Porque, quando se trata de amizade, mantê-la não é uma escolha unilateral. Quando um não quer, dois não são amigos.
quinta-feira, janeiro 11, 2007
...
I don’t want to run away but I can’t take it, I don’t understand
If I’m not made for you then why does my heart tell me that I am?
Is there any way that I can stay in your arms?
(If you're not the one - Daniel Bedingfield)
Essa música é tãoooo lindinha. :)
Perfeita para as cenas do filme perfeito: Pride & Prejudice.
I don’t want to run away but I can’t take it, I don’t understand
If I’m not made for you then why does my heart tell me that I am?
Is there any way that I can stay in your arms?
(If you're not the one - Daniel Bedingfield)
Essa música é tãoooo lindinha. :)
Perfeita para as cenas do filme perfeito: Pride & Prejudice.
quinta-feira, janeiro 04, 2007
Jornada
Dera início à sua peregrinação. Não sabia o que vinha pela frente. Pensava estar escolhendo corretamente, mas não fazia idéia do longo e árduo caminho a percorrer. De certo também não imaginava quantos passos seriam gastos para andar num deserto, às vezes com cisternas, às vezes com apenas miragens. Mas passos em vão. Passara pela fonte, mas não a notara. Pensava ser apenas uma como as outras, talvez com água mais límpida, mas não a única. Longa caminhada... longa caminhada. E era só o início. Seria como andar em círculos para voltar ao princípio, àquela fonte que apenas provara um pouco, às cegas? Se a jornada era-lhe necessária, assim partiu.
Quantos anos serão gastos? Não sei. Há quem saiba.
Dera início à sua peregrinação. Não sabia o que vinha pela frente. Pensava estar escolhendo corretamente, mas não fazia idéia do longo e árduo caminho a percorrer. De certo também não imaginava quantos passos seriam gastos para andar num deserto, às vezes com cisternas, às vezes com apenas miragens. Mas passos em vão. Passara pela fonte, mas não a notara. Pensava ser apenas uma como as outras, talvez com água mais límpida, mas não a única. Longa caminhada... longa caminhada. E era só o início. Seria como andar em círculos para voltar ao princípio, àquela fonte que apenas provara um pouco, às cegas? Se a jornada era-lhe necessária, assim partiu.
Quantos anos serão gastos? Não sei. Há quem saiba.
quarta-feira, janeiro 03, 2007
terça-feira, janeiro 02, 2007
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Desgraças natalinas
Se você pensa que entre as vantagens de ser funcionário público está o fato de ganhar brindes e presentinhos no final do ano, engana-se. Aliás, eu constatei que isso não é fato, pelo menos pra mim. Meu departamento já é esquecido em situações normais, somos sempre os últimos em tudo, quando não somos excluídos das coisas boas. No ano passado, a empresa que fornece um software para a Prefeitura, distribuiu agendas para todos os departamentos, menos para o nosso, alegando que não usávamos o tal programa. Tá legal, que seja justo. Mas neste ano estamos usando o programa, e cadê a agenda? Bem, ontem ficamos sabendo, por acaso, que a empresa já distribuiu as agendas em outubro. E a nossa, cadê? Nem calendário nós ganhamos. Sério, não tenho calendário de 2007 na minha mesa!
Agora, analisando o prestígio de cada funcionário da minha sala, eu fico por último, mais uma vez. O Borba ganhou hoje um jogo de canetas (uma delas é tinteiro), super chic, de uma empresa que prestou um serviço para a Prefeitura. O fiscal de obras também ganhou um presentinho, mas não sei o que é. O Kau ganhou uma cesta de natal da Usina da cidade. Uau!! E eu, como lido com o povão, só sirvo pra agilizar aprovação de projetos de quem está com pressa (também agilizo pra quem não está com pressa, não enrolo ninguém!) e depois que a pessoa tem o que quer, nem se lembra da coitada, aqui. Não estou querendo ser bajulada, não. Mas é chato perceber que ninguém reconhece o seu trabalho e sua boa vontade em inúmeras ocasiões.
Pelo jeito vou ter que comprar agenda e calendário do próximo ano. Eu e o Juliano, porque, pelo que vi, foi o único além de mim que não ganhou qualquer brindezinho. Acho que isso é mal de arquiteto.
E hohoho! Hunf!!
Se você pensa que entre as vantagens de ser funcionário público está o fato de ganhar brindes e presentinhos no final do ano, engana-se. Aliás, eu constatei que isso não é fato, pelo menos pra mim. Meu departamento já é esquecido em situações normais, somos sempre os últimos em tudo, quando não somos excluídos das coisas boas. No ano passado, a empresa que fornece um software para a Prefeitura, distribuiu agendas para todos os departamentos, menos para o nosso, alegando que não usávamos o tal programa. Tá legal, que seja justo. Mas neste ano estamos usando o programa, e cadê a agenda? Bem, ontem ficamos sabendo, por acaso, que a empresa já distribuiu as agendas em outubro. E a nossa, cadê? Nem calendário nós ganhamos. Sério, não tenho calendário de 2007 na minha mesa!
Agora, analisando o prestígio de cada funcionário da minha sala, eu fico por último, mais uma vez. O Borba ganhou hoje um jogo de canetas (uma delas é tinteiro), super chic, de uma empresa que prestou um serviço para a Prefeitura. O fiscal de obras também ganhou um presentinho, mas não sei o que é. O Kau ganhou uma cesta de natal da Usina da cidade. Uau!! E eu, como lido com o povão, só sirvo pra agilizar aprovação de projetos de quem está com pressa (também agilizo pra quem não está com pressa, não enrolo ninguém!) e depois que a pessoa tem o que quer, nem se lembra da coitada, aqui. Não estou querendo ser bajulada, não. Mas é chato perceber que ninguém reconhece o seu trabalho e sua boa vontade em inúmeras ocasiões.
Pelo jeito vou ter que comprar agenda e calendário do próximo ano. Eu e o Juliano, porque, pelo que vi, foi o único além de mim que não ganhou qualquer brindezinho. Acho que isso é mal de arquiteto.
E hohoho! Hunf!!
quinta-feira, dezembro 14, 2006
sexta-feira, dezembro 08, 2006
sábado, dezembro 02, 2006
Preço
Nunca ganhei as coisas a torto e a direito. Não tenho nenhuma tia rica e solteirona para pagar as coisas pra mim. Também não tenho nenhum admirador pra me dar não só presentinhos, mas palavras, gestos, coisinhas bobas que valem muito. Pra tudo nessa vida eu tive que pagar um preço. Pra tudo. E não necessariamente o preço foi dinheiro.
Nunca ganhei as coisas a torto e a direito. Não tenho nenhuma tia rica e solteirona para pagar as coisas pra mim. Também não tenho nenhum admirador pra me dar não só presentinhos, mas palavras, gestos, coisinhas bobas que valem muito. Pra tudo nessa vida eu tive que pagar um preço. Pra tudo. E não necessariamente o preço foi dinheiro.
segunda-feira, novembro 27, 2006
domingo, novembro 26, 2006
Contemplo a lagarta que rasteja
decidida, delicada
atrás dela um rastro
um líquido aquoso
sem cheiro
sem sabor,
um rastro
quase imperceptível
Mais tarde,
somente bem mais tarde se envolve
enrola-se várias vezes em fios
quantas vezes?
Muitas vezes... Várias vezes!
Dependurada
empalidece
racha, rompe...
E voa...
Bendita esperança.
[Isabel - blog Labirintos]
decidida, delicada
atrás dela um rastro
um líquido aquoso
sem cheiro
sem sabor,
um rastro
quase imperceptível
Mais tarde,
somente bem mais tarde se envolve
enrola-se várias vezes em fios
quantas vezes?
Muitas vezes... Várias vezes!
Dependurada
empalidece
racha, rompe...
E voa...
Bendita esperança.
[Isabel - blog Labirintos]
domingo, novembro 19, 2006
quinta-feira, novembro 16, 2006
Essa poesia ficou muito tempo guardada sem que ninguém pudesse ler. E já que agora ele não oculta mais, tive de pedir pra publicar aqui.
Moço George, alguém vai merecer (de verdade) essa poesia com nobreza, basta esperar. ;)
O Sonho do Jardineiro
Se nascesse em teu coração uma flor
Irmã da que nasceu em minha terra,
De nossa semente, em ti, nasceria um amor
Por este amante de tua alma terna.
Não esconderia, na conquista (com labor)
Das belas coloridas da prosaica terra,
O meu amor; pois teria tua bela flor
Para regá-la e disfarçá-la de eterna.
Minha fidelidade guardaria tua flor
E não faltaria água em tua terra
Para dar viço a rústica e atraente bela.
E assim seria nosso amor:
Duas flores (uma em cada terra)
Iluminadas pela luz que o sol nos revela.
(George Watson de Oliveira Monteiro)
Moço George, alguém vai merecer (de verdade) essa poesia com nobreza, basta esperar. ;)
O Sonho do Jardineiro
Se nascesse em teu coração uma flor
Irmã da que nasceu em minha terra,
De nossa semente, em ti, nasceria um amor
Por este amante de tua alma terna.
Não esconderia, na conquista (com labor)
Das belas coloridas da prosaica terra,
O meu amor; pois teria tua bela flor
Para regá-la e disfarçá-la de eterna.
Minha fidelidade guardaria tua flor
E não faltaria água em tua terra
Para dar viço a rústica e atraente bela.
E assim seria nosso amor:
Duas flores (uma em cada terra)
Iluminadas pela luz que o sol nos revela.
(George Watson de Oliveira Monteiro)
quarta-feira, novembro 15, 2006
Pra descontrair
Ontem recebi um e-mail do meu cunhado, com uma foto minha anexa (foto de uns tempinhos atrás), que ele tirou com o celular. Caí na risada!
Vivideg, apesar de toda minha masculinidade, tenho uma certa sensibilidade pra sacar (nao secar) cabelo de mulher...rsrsr
Ve como hj vc ta muito mais bela sem a famosa "franjuda" ?
rsrs bejim.
Huahueahuea. De onde ele tirou essa palavra "franjuda", eu não sei.
[Porque eu também preciso de um mimo, de vez em quando.]
Ontem recebi um e-mail do meu cunhado, com uma foto minha anexa (foto de uns tempinhos atrás), que ele tirou com o celular. Caí na risada!
Vivideg, apesar de toda minha masculinidade, tenho uma certa sensibilidade pra sacar (nao secar) cabelo de mulher...rsrsr
Ve como hj vc ta muito mais bela sem a famosa "franjuda" ?
rsrs bejim.
Huahueahuea. De onde ele tirou essa palavra "franjuda", eu não sei.
[Porque eu também preciso de um mimo, de vez em quando.]
domingo, novembro 12, 2006
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